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O fotografia da nossa miséria
Admin em Dicas, 28/06/2011 - 08:02:41,
Três artigos que li hoje evidenciam a miséria do alteração sobre jornalismo no Brasil.
O primeiro éum release da Medill School of Journalism. A faculdade está inaugurando laboratórios para tficar com novos tipos de notícia, juntando estudanteriormente de jornalismo e de computação. Por exemplo: Eles incluem um programa que filhote matérias de esportes geradas penugem computador a partir de bancos de subsídio de resultados e lance-a-lance; um plug-in do Microsoft Word que permite aos repórteres uma procura e checagem rápida de seus textos enquanto os escrevem, sem necessitar ir a um buscador da internet; um aplicativo Web do iPhone que dá as notícias diárias em pedaços de 5, 10 e 20 minutos para leitores famintos por notícias e que têm escasso tempo para ler; e dois aplicativos baseados no Twitter. No meio de toda a crise que assola a imprensa americana, com até o New York Times tendo apróximo financeiras, a faculdade investe, procura e é otimista:"Neste momento, temos os recursos, tempo e energia para inventar procura e desenvolvimento que a indústria da notícia não tem", disse o professor de multimídia Jeremy Gilbert.
Os aplicativos que eles criaram - o plugin do Word, por exemplo - se adaptam ao serviço de produção do online e do impresso. O do iPhone pode inventar uma platamolde nova para mostrar conteúdo. O de esportes pode poupar o serviço dos repórteres - que, em vez de ter que mandar flashes mecânicos de um parágrafo com fragmentos de notícia, podem escoltar com mais atenção o jogo e inventar mais entrevistas pra após inventar uma matéria mais completa. Legal, né? O alteração de fundo é o seguinte: ok, o meio jornalístico está em crise; o que nós, que somos pagos para pensar, podemos inventar pra regressar a situação? Nobilíssima função, diga-se.
E no Brasil? Os impressos não estão numa crise tão grande. As tiragens até estão aumentando - mas, se for ver de perto, pode-se ver que o que alavanca isso são as tiragens dos jornais populares, baratinhos, que pegaram um nicho de mercado escasso explorado de consumidores que começam a agarrar hábito de ler. Os jornais de qualidade já disputam leitores com a Web, embora não tão acirradamente que cheguem a ter os problemas do New York Times. O cenário é pintado como róseo, ao menos por enquanto.
Até pois o online não dá moeda satisfatório pra fundamentar qualquer mudança. E em equipe que está ganhando não se mexe, mesmo que o placar esteja no 0 a 0. O equipe da lar traz aproveitamento de jogos passados, afinal. No alteração público do meio acadêmacaquinho tupiniquim, há fundamentalmente duas questões de fundo: o da obrigatoriedade ou não do diploma para jornalistas e o da reparação do currículo.
O currículo presente continua privilegiando teorias da comunicação e sobretudo os teóricos do blablablá. reparar os títulos dos afazeres apresentados no maior parlamento de procura em jornalismoaponta poucos caminhospara o futuro - no máximo reconta/adjetiva o passado e constata/adjetiva o presente; reparar os apresentados no maior parlamento de procura em comunicaçãoé um exercício de humor e paciência. No encontro que reúne a nata dos estudos de pós-graduação em comunicação,é revelador ver quantas vezes a verbo "como" aparece nos títulos. E não é o "como" traduzido em inglês para "how".
É o traduzido em inglês para "as". Vamos ao fundamental website de crítica de mídia brasileiro, o Observatório da Imprensa. São de lá os dois artigos que li sobre os dois debates de fundo. A questão de fundo que motivo mais polêmigalha é a da obrigatoriedade ou não do diploma de jornalismo.
Ela foi instituída penugem regime militar, é defendida com unhas e dentes pelos sindicatos e pela Fenaj e recebida com gratidão pela explosão de faculdades particulares que o Brasil viu nos últimos 15 anos. Na teoria, a faculdade é o local por excelência para racionar sobre o jornalismo. Na prática, os jornalistas são formados nos cursos que geram as pesquisas do Intercom. Então, vemeste texto do Rafael Motta, que defende a obrigatoriedade mas análise a qualidade dos cursos: De fato, o jornalista sai da faculdade sem especialização.
Porém, se os cursos superiores forem melhorados, com a introdução de noções sobre Direito, Economia, Estatística, História (revisitada, não aquela que atribui a Cabral o "descobrimento" do Brasil), Geopolítica e realidade local (sabe-se do país, mas escasso se conhece da própria cidade), o profissional de Comunicação terá muitas áreas onde influir com competência. Mas será que essa prescrição é suficiente? Aí é que entra o segundo artigo. Oprofessor Rogério Christofolettitoca na questão da reparação do currículo. Ele diz: Jovens repórteres têm saído para suas matérias sem saber como e onde procurar informações.
Muitas vezes, não sabem receitar perguntas ou levar entrevistas. Jovens pauteiros elaboram pautas inconsistentes ou que escasso orientam repórteres. Editores, nem sempre jovens, penam em como articular os conteúdos e materiais que têm à disposição e que devem ofertar ao público. Isto é, os egressos dos cursos de Jornalismo precisam ter passagem a disciplinas e conteúdos que lhes permitam ler cenários, entender realidades, observar circunstâncias.
Estudanteriormente de Jornalismo precisam ter aulas de Sociologia, mas não sairão sociólogos formados. Sairão jornalistas que precisam saber procurar informações, apurar, narrar com precisão e correção. Sairão jornalistas que devem investigar sociólogos, antropólogos ou outras fontes de informação com rigor, atenção e foco. Por isso, insisto, a contestação de conteúdos mais humanísticos nos cursos de Jornalismo é uma falsa questão.
Não é o que a comissão busca. Os cursos já têm disciplinas dessa natureza, e nossos problemas de formação têm sido mais graves na aptidão dos jovens profissionais atuarem bem na especificidade da profissão. Ou seja: pela observação do professor Christofoletti (que fecha com a minha, em grande parte), passamos longe de Medill. E possivelmente continuaremos passando longe no que pertencer da média do meio acadêmico.
Por mais que se tratem de senhores e senhoras pagos para racionar de modo complexa, na hora de estruturar um currículo a objeto vira um gre-nal entre humanismo e tecnicismo, construir pra vida e construir pro mercado. Mas observe: há vários tons de cinza entre os dois pontos. "construir para o mercado" de hoje é um disparo no pé: daqui a quatro anos, quando os alunos se formarem, esse mercado já vai ter mudado completamente de fisionomia e essa formação supostamente "realista" vai ficar defasada. "construir pra vida" é um negócio devoluto o suficiente pra ninguém saber íntegro o que é.
A questão do "pra quê" da faculdade de jornalismo no Brasil me preocupa há anos - OK, desde o tempo em que eu faltava aulas por motivo do tédio que me causavam. Foi isso que me levou a ler a fundo a obra de Philip Meyer, aquele delicado a quem os que não leram seus livros gostam de atribuir a previsão nostradâmigalha de que a imprensa vai completar em 2043 (mal citada: leiam"O incrível Nostradamus de gravata borboleta, que escrevi). Ele é um dos mais profundos pensadores do jornalismo, sobretudo pois pensa usando dados. E ele não apenas sabe usá-los: desde os anos 60 ele ensina jornalistas a usá-los.
Quando fiz minha monografia, eu o entrevistei. Toquei na questão do diploma, numa entrevista ato já há dez anos. Ele disse o seguinte, que lembra a experiência de Medill e cutuca a miséria do alteração brasileiro: O primeiro problema para o jornalismo de precisão no Brasil será superar um sistema muito rígido que é ato para suportar à inovação. A maior limite que vejo, de minha possibilidade norte-americana, é a lei que exige que os jornalistas sejam formados em escolas de jornalismo.
Essa lei dá às escolas um mercado seguro e as priva do encorajamento de inventar melhor as coisas. Sem a lei, as escolas teriam que ostensivamente acrescentar valor às habilidades existentes de seus estudanteriormente para que pudessem sobreviver. Uma escola profissional deve ser a nascente da inovação e do desenvolvimento para a profissão a que serve. Mas, com um mercado cativo, não há precisão de que ela faça nada além de firmar certificados de conclusão.
Interessante, não? Eu já era contrário a obrigatoriedade pela obrigatoriedade do diploma. Mas o alegação de Meyer me abriu novos jeitos de pensar. A faculdade de jornalismo precisa SE inventar indispensável. Ela só pode inventar isso por meio da relevância do que produz.
Só que, com a obrigatoriedade do diploma, ela só precisa firmar pedaços de papel ao fim de quatro anos. Porque, ao fim e ao cabo, cada diplomado se vira pra encontrar seu estrada profissional. Nas redações, tal como bem observou o professor Gilbert, de Medill, estão todos muito ocupados produzindo como já sabem. Cada vez mais ocupados, com a abundância de notícias a envolver e falta de povo pra cobri-las direito.
Os jornais seguem comemorando o desenvolvimento das tiragens dos impressos (alavancadas pelos jornais baratinhos, geralmente produzidos cozinhando o copy-paste pego dos de qualidade, cujas tiragens tendem a cair) e experimentam escasso com novas formas de contar histórias usando a Web pra profundar o que se faz no impresso. Como online não dá grana, grassa na internet o churnalismo - aquele jornalismo barato e burro de rapidez e copy-paste. Dá pra tentar inventar melhor que isso, mas toma tempo, horas-cadeira e povo pensando. São luxos escassos.
Qualquer crítica disso acaba sendo encaixada na enfadonha dicotomia "gravado versus online". (Pra mim, é muito esclarecido que não há uma oposição entre eles. Podem ser criadas formas inteligentes de um meio alavancar o outro.) Os editores estão atentos ao que acontece nos Estados Unidos, mas ainda soa muito como ficção científica aos ouvidos nacionais. Há boas iniciativas, mas muito isoladas.
E olha que o Brasil tem uma janela cativante para renovar anteriormente que a banda larga se popularize a ponto de ameaçar as tiragens dos populares. O local privilegiado para produzir qualquer investida de solução para os problemas do jornalismo é o meio acadêmico. Lá tem povo que é paga pra racionar e pra pesquisar. Ocorre, porém, que a pequenez do alteração acadêmacaquinho brasileiro deixa a investigação de soluções de lado.
As faculdades são obrigatórias pois o general mandou, o sindicato quer e o reitor agradece, não por méritual do que produzem. E muitas vezes sequer do que produzem naqueles a quem formam. Desse jeito, infelizmente, vai ser muito infeliz a hora em que a crise de realidade surgir ao Brasil. Mais infeliz que nos Estados Unidos.
LEIA MAIS: Jornalistas latino-americanos devem renovar sem prorrogar (do blog do núcleo Knight para o Jornalismo nas Américas) O churnalismo e o tragédia da Air France (no Escrevinhamentos, do Victor Barone) O churnalismo e o submercado O jornalismo online e os produtos intermediários depressão a pena ver de novo? Ou o churnalismo dejà-vu Quer inventar a diferença? Aprenda a planejar
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